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sábado, 6 de fevereiro de 2010

A DIVERSIDADE BIOLOGICA EM PERIGO PELA AÇÃO ANTRÓPICA


A diversidade biológica está intimamente relacionada com a manutenção da diversidade das culturas humanas. O homem faz parte da natureza e o equilíbrio do ecossistema permite a vida sustentável no planeta Terra, “cada espécie contribui individualmente para a manutenção da vida como um todo” (pg.10).

Mas os seres humanos através da cobiça e podemos dizer desconhecimento e falta de uma educação ambiental está contribuindo para o desequilíbrio biológico no planeta Terra a ação antrópica interfere na biosfera (na litosfera, hidrosfera e atmosfera) contribuindo para o desequilíbrio no nosso planeta acarretando em desastres ambientais como desmoronamento de encostas, enchentes, morte dos rios e dos animais que o habitavam, extinção de várias espécies da fauna e da flora que muitas vezes ainda é desconhecida aos seres humanos, mudanças no clima e no solo (desertificação) e essas mudanças acabam se voltando contra os seres humanos na forma de perdas de vida, podemos citar o caso de desabamentos de encostas no começo do ano de 2010 em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro foi noticiado e virou manchete de grande repercussão em todo o país, em que várias pessoas perderam a vida e suas residências por construírem habitações em cima de rochas com uma pequena camada de terra e com as chuvas abundantes de verão vieram abaixo. Em São Paulo no caso a cidade de São Paulo mais especificamente que todo verão enche nas várgeas dos rios que foram canalizados ou modificados e todo ano é aquele caos em que cada político culpa seu antecessor e a população pobre vê seus sonhos boiarem.

É de grande importância preservar a biodiversidade que no caso brasileiro é riquíssima. Temos a Floresta amazônica, a Mata Atlântica, a Caatinga, o Pantanal, o Cerrado e Campos Sulinos, esses biomas brasileiros vem sofrendo grandes pressões dos seres humanos e esses impactos ambientais põe em risco a vida de vários microorganismo, a fauna e da flora e até dos seres humanos que precisam aprender a viver em um mundo mais sustentável e aprender a importância da biodiversidade que cada ser vivo ou inanimado no caso as rochas tem seu papel fundamental nessa teia da vida.

As ações humanas ameaçam a diversidade, o nosso sistema capitalista de consumo desenfreado está prejudicando a biodiversidade de uma maneira irreversível, minha crítica não fica só no sistema político econômico capitalista, visto que o sistema socialista também foi danoso para a biodiversidade. O que temos que mudar é a mentalidade consumista das pessoas.

A modernização e o crescimento não precisam vir com a destruição da natureza e com o uso desenfreado das matérias-primas, em São Paulo temos um exemplo de crescimento irresponsável que é a construção do Rodoanel, ele é necessário para o crescimento econômico e diminuir o congestionamento em seu entorno, mas precisa ser visto com um planejamento ambiental sustentável. Estão derrubando o pouco de árvores nativas em seu entorno, como a justificativa que irão reflorestar e os rios que estão sendo assoreados, aumentando as enchentes em locais que até então não tinham. Mas será que era necessário derrubar tantas árvores, e assorear os rios? E o lobby mobiliário que faz com que áreas ainda preservadas sejam destruídas em nome de que as pessoas precisam ter moradias, mas o que está por traz é o lucro fácil.

Apesar da luta vir de tempos atrás no caso a criação em 1972 do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e outros movimentos ligados a preservação do Meio Ambiente, ainda estamos engatinhando no sentido de poder conviver em harmonia com a natureza e conscientização de que precisamos e podemos viver em um mundo equilibrado, a natureza devolve tudo de ruim que foi imposto a ela.

REFERENCIA BIBLIOGRAFICA

Comarú, Francisco de Assis (org). Processo Formador em Educação Ambiental a Distância: Educação Ambiental Políticas estruturantes de EA no Estado de SP - Educação ambiental tema Terra (Biodiversidade) Nacional,UAB, UNIFESP, 2009.

SÃO PAULO E AS AGRESSÕES AMBIENTAIS

O estado de São Paulo é o mais rico do Brasil e também é o que mais sofreu com o desmatamento e as agressões ambientais, se pegarmos a situação histórica e socioeconômica de São Paulo essa degradação ambiental foi mais violenta no ciclo do café, que trouxe muitas riquezas para São Paulo tanto no meio urbano como no meio rural e modificou a geografia deste estado. Então, vastas regiões foram desmatadas para dar lugar a fazendas de café, e o café acabou trazendo outras necessidades como a ferrovias, os armazéns, as estradas, formaram-se vilas, povoados, cidades e sempre transformando a paisagem de São Paulo, com a crise do café em 1929 com a Queda da Bolsa de Valores de Nova York, o dinheiro que era investido em cafeicultura começou a ser reinvestido nas fábricas.

As fábricas também transformaram a paisagem de São Paulo destruindo várias áreas de Mata Atlântica e essas fábricas acabaram atraindo vários migrantes de várias regiões do Brasil, essa migração também transformou a paisagem de São Paulo, muitos dessas pessoas sem dinheiro acabaram invadindo regiões que seriam mais baratas como morros, áreas de mananciais, poluindo os córregos e os municípios sem nenhum projeto urbanístico, ou má vontade fizeram vista grossa para com esse desrespeito contra a natureza. Os impactos ambientais tem relação com o capitalismo. O capital sempre transforma o que toca.

E algumas instituições governamentais e ONGs tem trabalhado no intuito de minimizar os impactos ambientais com políticas publicas, como no caso da CETESB (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo. Em 1983 foi criado o Conselho Estadual do Meio Ambiente (CONSEMA). No final da década de 80 o Conselho Federal de Educação aprovou a inclusão da Educação Ambiental na proposta curricular das escolas de Ensino médio e fundamental (Comurú, p.12).

Existem vários projetos na área de educação ambiental tanto pela iniciativa do governo como por iniciativas privadas sempre procurando promover e dar uma resposta que o mundo pode convier com o novo e moderno com o menor impacto possível ao meio ambiente. E essas políticas vem como respostas a uma tentativa de conscientização por meio de propostas ou entrando com a lei se for o caso, responsabilizando os responsáveis.

REFERÊNCIAS

Comarú, Francisco de Assis. Processo formador em Educação Ambiental a Distância: Educação Ambiental Políticas estruturantes